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quinta-feira, 21 de abril de 2011

Conto do adeus.

Eu me preparava para o banho, queria retirar de mim toda sujeira
que eu haverá trago lá de fora. Foi quando vagarosamente aquele
som surgiu da sala, era o telefone. Não fazia a menor idéia de quem
poderia ser, não costumam ligar a esse horário, já era tarde, mais um
dia estava acabando, foi quando atendi, e uma voz aflita disse que
tinha acontecido um acidente com Laura, minha noiva. Imediatamente
coloquei uma roupa e fui em direção ao hospital, conversei com o médico
que estava a cuidar de Laura, e ele me disse o que não era o que eu queria
escutar, foi o fim.
Andei em direção ao corredor, dentro de mim ecoava um grito de angustia
era o meu coração sendo despedaçado, inconformadamente comecei a
refletir em coisas que eu outrora, jamais tinha parado pra pensar.
 - meu pensamento – “ Como interpretar a perda, numa hora um ser está
com você e outra ele não mais está lá, que loucura é essa, não a como aceitar
se foram com ela meus sonhos, meus planos, Com quem vou dividir aquela
casa de praia que compramos juntos, quem eu vou levar pra jantar em noites
inesperadas, a quem eu deixarei aqueles bilhetes dizendo o quanto eu a amo
e o quanto meu dia vai ser bom, por saber que ao final dele eu vou ser premiado
com a presença dela. Como pode ser assim, me levaram tudo, eu não tenho mais
nem a mim, fui com ela, estou morto, não consigo mais sorrir,  não era pra ser
assim, não foi o combinado, você não tinha o direito de partir, não era a hora,
eu sempre pedi a você que deixasse eu ir primeiro, já não sei mais viver é o fim.”
E foram assim os dias seguintes, teve o intero de Laura, todos estavam lá, até seu
pequeno cão, e tiveram os outros dias, nos quais eu não sorria, dos quais eu não vivia
e fui morrendo cada vez mais, fui egoísta, não fui capaz.  

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